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Dr Tomás

GUIA EDUCATIVO PARA PACIENTE E ACOMPANHANTES

Elaborado por Dr. Tomás Didier – Nefrologista

1- ENTENDENDO A DOENÇA RENAL CRÔNICA

QUAIS SÃO AS FUNÇÕES DOS RINS? 

=> Filtração do sangue: A cada dia, os rins filtram aproximadamente 180 litros de sangue,

removendo toxinas, resíduos metabólicos (como ureia e creatinina) e o excesso de líquidos, que são eliminados na forma de urina.

=> Controle do equilíbrio hídrico: Os rins regulam a quantidade de água no corpo, evitando tanto a desidratação quanto o excesso de líquido nos tecidos (inchaço).

=> Equilíbrio de eletrólitos: Sódio, potássio, cálcio, fósforo e bicarbonato são controlados

pelos rins, sustentando funções vitais como os batimentos do coração e os movimentos do corpo pela contração dos músculos.

=> Controle da pressão arterial: Os rins produzem hormônios e enzimas

que regulam diretamente a pressão sanguínea.

=> Produção de eritropoietina (EPO): Esse hormônio estimula a produção dos

glóbulos vermelhos. Quando os rins perdem sua função, o paciente pode evoluir com anemia.

=> Ativação da vitamina D: Os rins são responsáveis pela ativação da vitamina D, essencial para a absorção de cálcio e a saúde dos ossos.

=> Regulação do pH sanguíneo: O equilíbrio ácido-base do sangue depende da capacidade

dos rins de eliminar ácidos e reter bicarbonato.

Como se vê, os rins são verdadeiros maestros do organismo. Qualquer comprometimento prolongado de suas funções gera uma série de desequilíbrios que afetam praticamente todos os sistemas do corpo.

O QUE É DOENÇA RENAL CRÔNICA  E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA?

A Doença Renal Crônica é definida como a perda progressiva e irreversível da função

renal, com duração superior a três meses. Ela não é uma doença única, mas um estado

clínico que pode resultar de diversas causas — como diabetes, hipertensão arterial,

doenças autoimunes e outras condições.

O que caracteriza a Doença Renal Crônica é justamente a sua cronicidade: ao contrário de uma lesão renal aguda (que pode ser reversível), na Doença Renal Crônica, o tecido renal vai sendo gradualmente substituído por cicatrizes, processo chamado de fibrose renal. Com isso, a capacidade dos rins de filtrar o sangue diminui progressivamente ao longo dos meses e anos.

A Doença Renal Crônica é considerada um problema de saúde pública global. No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas convivam com algum grau de comprometimento renal, muitas delas sem saber. Entender o que é essa doença, como ela se desenvolve e por que os rins são tão importantes é o primeiro passo para cuidar da sua saúde com consciência.

QUEM TEM MAIS RISCO DE DESENVOLVER A DRC?

Qualquer pessoa pode desenvolver DRC, mas alguns grupos têm risco  significativamente maior:

=> Portadores de Diabetes (tipo 1 ou tipo 2) – (38% dos casos no mundo) – maior carga de doença e maior crescimento

=> Portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica(26% dos casos no mundo) – Hipertensão é segunda causa mais comum, embora exista controvérsia se a hipertensão é causa ou consequência da DRC em alguns casos 

=> Pessoas com obesidade

=> Portadores de doenças obstrutivas do trato urinário (hiperplasia benigna de próstata, cálculo renal, câncer de próstata, etc…)

=> Portadores de glomerulonefrites (causadas por doenças autoimunes, infecções, cancer, etc…)

=> Familiares de portadores de doença renal

=> Idosos acima de 60 anos

=> Pessoas com histórico de infecções urinárias de repetição

=> Usuários crônicos de anti-inflamatórios e analgésicos

=> Portadores de doenças autoimunes, como lúpus

Se você se encaixa em algum desses grupos, consultar um nefrologista para avaliação preventiva é uma atitude inteligente e que pode proteger sua saúde a longo prazo.

COMO SABER A GRAVIDADE DA DOENÇA RENAL CRÔNICA? 

Um dos aspectos mais traiçoeiros da Doença Renal Crônica é que, nos estágios iniciais, a doença não causa sintomas perceptíveis. Os rins têm uma enorme capacidade de compensação: mesmo funcionando a 40%, 30% ou até 20% de sua capacidade total, conseguem manter os níveis sanguíneos de toxinas em valores relativamente aceitáveis. Por isso, muitas pessoas só descobrem que têm a doença quando ela já está em um estágio avançado. Essa característica silenciosa torna o rastreamento e os exames preventivos fundamentais.

Classificamos a Doença renal Crônica em estágios. Através da dosagem no sangue da Creatinina (calculando a taxa de filtração glomerular -TFGE) e da dosagem de albumina e creatinina na urina, é possível classificar a Doença Renal Crônica em estágios, do mais leve (em verde), ao mais grave (em vermelho):

2- DESCOBRINDO SE TENHO DOENÇA RENAL CRÔNICA

NÃO SINTO NADA, TENHO DOENÇA RENAL CRÔNICA MESMO? 

Na maior parte dos casos de doença renal crônica, seja nos estágios iniciais, ou avançados, não há a presença de qualquer sintoma. Eles costumam aparecer de forma mais evidente nos estágios finais (estágio 5), e já em um momento em que muitas vezes já se indica o início da hemodiálise por falência renal. 

Esse caráter silencioso da doença renal crônica é um grande desafio, já que o paciente, se não fizer o rastreamento, ele pode não descobrir que possui a doença.

O rastreamento da doença renal crônica deve ser realizado em todos os pacientes com mais de 60 anos que não apresentem doenças, mas também em pessoas de qualquer idade que possua doenças, como Diabetes Mellitus, Hipertensão arterial, Obesidade, Infecções de urina recorrentes, Doenças Cardiovasculares (infarto ou derrame, por exemplo) ou tenha história de doença renal crônica na família. 

A doença renal crônica é definida a partir da taxa de filtração glomerular, que é obtida utilizando a creatinina (exame de sangue).

Uma taxa de filtração glomerular menor que 60 ml/kg/1.73m², persistente por 3 meses ou mais, define a presença de doença renal crônica. 

Os pacientes que apresentem alguma alteração estrutural no rim (como perda de proteína ou sangue na urina, apresentar um único rim, ou alterações no exame de ultrassonografia renal) também podem ser definidos como portadores de doença renal crônica, mesmo com taxa de filtração glomerular acima de 60 ml/kg/1.73m².

QUAIS SINTOMAS ASSOCIADOS A DOENÇA RENAL CRÔNICA?

A doença renal crônica é, na maior parte das vezes, assintomática. Ela geralmente sinaliza ao nosso corpo apenas em quadros avançados (estágio 5, por exemplo). Porém, em alguns casos, alguns sintomas inespecíficos podem aparecer de forma precoce.

São eles:

SINTOMACHANCE DO PACIENTE COM DRC APRESENTAR O SINTOMA
Fadiga70%
Redução de mobilidade56%
Dor nos ossos/articulações55%
Tontura53%
Dor53%
Distúrbio do sono49%
Disfunção sexual48%
Coceira46%
Câimbras46%
Queimação no estômago46%
Inchaço nas pernas45%
Redução de apetite42%

Quanto mais avançada é a doença renal crônica, mais frequentes e intensos são os sintomas. Porém, muitos dos sintomas listados anteriormente estão também presentes em outras doenças, e, portanto, precisam ser avaliados adequadamente por um médico nefrologista para que se configurem como secundários à doença renal crônica.

Os sintomas, quando relacionados à doença renal crônica, ocorrem porque há uma incapacidade dos rins de eliminar toxinas e excesso de água pelos rins, gerando um acúmulo de substâncias danosas ao organismo.

Além do tratamento da doença renal crônica propriamente dita, tais sintomas possuem tratamentos específicos para minimizar o desconforto e melhorar a qualidade de vida de quem possui doença renal crônica e devem ser sempre acessados nas consultas de seguimento.

QUAIS SINAIS OU SINTOMAS DEMANDAM ATENÇÃO IMEDIATA?

Além dos sintomas crônicos, alguns sintomas indicam que a função renal pode estar se deteriorando rapidamente e exigem avaliação médica urgente:

=> Redução abrupta do volume de urina

=> Inchaço súbito e generalizado

=> Falta de ar intensa

=> Confusão mental

=> Pressão arterial muito elevada sem resposta ao tratamento habitual

  1. TENHO DOENÇA RENAL CRÔNICA – E AGORA?

3- TENHO DOENÇA RENAL CRÔNICA – E AGORA?

PRECISO ACOMPANHAR COM NEFROLOGISTA? 

O acompanhamento do paciente portador de doença renal crônica deve ser desde o estágio 1 e 2, nos casos de perda de proteína associada, ou a partir do estágio 3 (taxa de filtração glomerular menor que 60 ml/kg/1.73m², com ou sem perda de proteína pela urina. Aqueles pacientes com um KFRE (calculadora de risco de doença renal crônica avançada) acima de 3-5% de iniciar hemodiálise em 5 anos também devem ser acompanhados por nefrologista.

Segundo o Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO), a principal organização que implementa as diretrizes de prática clínica baseadas em evidências para doenças renais no mundo, o acompanhamento da Doença renal crônica nos seus estágios iniciais trazem uma série de vantagens:

=> Atrasa o início da hemodiálise

=> Reduz o risco de morte

=> Reduz o risco de desnutrição decorrente da doença renal crônica

=> Melhora o manejo da doença renal crônica, assim como as demais doenças que o paciente apresenta

=> Oferece mais alternativas de tratamento

=> Reduz tempo de hospitalização, em caso de agravamento da doença

QUAL A FREQUÊNCIA IDEAL DAS CONSULTAS COM NEFROLOGISTA? 

Segundo o KDIGO a frequência de atendimentos recomendado na doença renal crônica ela depende do estágio de doença do paciente:

1 vez ao anoestágios mais leves, com baixo risco 
2 vezes ao anoestágios de moderado risco 
3 vezes ao anoestágios de alto risco
4 vezes ao ano ou maisestágios mais avançados, com muito alto risco

Em resumo, quanto mais avançado é o estágio da doença renal crônica, mais frequente deve ser o acompanhamento:

=> para um melhor controle de sintomas, frequentes da doença renal crônica, como fadiga, cansaço, insônia, tontura, dor, prurido, falta de ar, dor nos ossos e nas articulações, cãibras, mobilidade reduzida e disfunção sexual.

=> para um melhor tratamento das complicações da doença renal crônica: inchaço nas pernas, anemia, acidose (“sangue ácido”), doença óssea secundária a doença renal crônica, pressão alta, desnutrição e potássio elevado.

=> para um melhor controle de doenças que aumentam o risco da progressão rápida da doença renal crônica como Hipertensão arterial e Diabetes Mellitus.

=> nos casos de doença renal crônica mais avançada, por exemplo, as consultas mais frequentes são fundamentais para preparar o paciente para início da hemodiálise, reduzindo os riscos e aumentando a qualidade de vida.

QUAL O RISCO DE PIORA DA MINHA DOENÇA RENAL CRÔNICA? 

A progressão da doença renal crônica depende de uma série de fatores, incluindo:

  • Doenças como Hipertensão arterial
  • Diabetes Mellitus
  • Cálculo renal
  • Doença renal policística
  • Doenças glomerulares
  • Obesidade
  • Entre outros…

Para uma medida mais objetiva, foi elaborado uma calculadora que estima o risco da progressão da doença renal crônica: a “KFREThe kidney failure risk equation, que pode ser acessada pelo site: www.kidneyfailurerisk.com.

Ela leva em conta os seguintes parâmetros:

  • Idade
  • Gênero
  • Região de nascimento
  • Clearance de creatinina
  • Relação albumina/creatinina na urina

Em um exemplo:

  • 70 anos
  • Homem
  • Vive fora da América do Norte
  • Clearance de creatinina de 40ml/min/1,73m²
  • Relação albumina/creatinina: 400mg/g

Paciente foi classificado com Estágio 3 de Doença renal crônica, com um risco de ter que iniciar hemodiálise em 2 anos de 1,79% e em 5 anos de 6,7%:

Por que calcular o risco de progressão é tão importante?

– Se paciente com risco > 10% em 2 anos para iniciar hemodiálise  => é necessário o envolvimento da equipe multidisciplinar (enfermagem, farmácia, nutrição, etc…)

– Se paciente com risco > 40% em 2 anos para iniciar hemodiálise  => é necessário explicação quanto a modalidades de diálise; preparo de acesso vascular para início de hemodiálise (fístula artério-venosa); encaminhamento para transplante renal mais precocemente.

QUAIS CUIDADOS O PACIENTE COM DOENÇA RENAL CRÔNICA DEVE TER ?

=> Medicamentos:

A doença renal crônica pode reduzir a capacidade de eliminação de substâncias que deveriam ser eliminadas pelos rins, portanto, todo medicamento deve ser usado com cuidado, se certificando de que ele pode ser usado para evitar acúmulo no sangue e intoxicação

Algumas medicações causam lesões diretas aos rins, e devem ser evitadas, como os anti-inflamatórios (ibuprofeno, cetoprofeno, nimesulida, diclofenaco, dentre outros.). Estes, são remédios que agem no controle de processos inflamatórios e na dor, porém, nos pacientes com Doença Renal Crônica devem ser substituídos, após avaliação médica, por outros que não afetem o funcionamento dos rins.

=> Alimentos:

Alguns alimentos também devem ser evitados: a carambola, por exemplo, é uma fruta que não deve ser ingerida por quem tem doença renal crônica pois apresenta uma toxina (caramboxina), que acumulada pode levar a complicações neurológicas graves.

De modo geral, o paciente com Doença Renal Crônica precisa ter cuidado com excesso de proteínas, alimentos ricos em sódio, potássio e fósforo, mas é fundamental que a orientação da distribuição e quantidade dos alimentos deve ser individualizada pelo médico ou nutricionista para a melhor adequação e resultado.

=> Hidratação:

O paciente com Doença Renal Crônica precisa ser orientado sobre a quantidade de líquidos a ser ingerida pelo Médico Nefrologista. Em alguns casos, como os pacientes com doença renal crônica em estágios mais leves, com cálculos renais, ou infecções urinárias recorrentes, por exemplo, será indicado uma hidratação em maior quantidade, já em outros, naqueles com doença renal crônica mais avançada, ou com doenças do coração, por exemplo, será indicado a restrição da ingesta de líquidos, já que o excesso de líquidos pode levar a retenção de água, causando inchaço nas pernas e acúmulo de água nos pulmões, por exemplo. Aqui, cada caso terá que ser individualizado.

=> Contraste:

Para um diagnóstico mais preciso, alguns exames de imagem como Tomografia Computadorizada e Cateterismo Cardíaco necessitam do uso do contraste. No entanto, o paciente com Doença Renal Crônica pode ter risco de apresentar uma piora da função renal após o uso dessa substância

Existem modos para reduzir os danos associados ao contraste, mas nem sempre é possível prevenir completamente.

A indicação do uso do contraste deve ser discutida com o médico que solicitou o exame e o médico Nefrologista. Caso o exame seja realmente necessário, deve-se usar a menor quantidade possível do contraste, além de traçar uma estratégia de prevenção de lesão renal e realizar o seguimento posterior ao exame, para minimizar lesões irreversíveis aos rins.

4 – REDUZINDO A PROGRESSÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA

COMO DESCOBRIR E CONTROLAR A DOENÇA DE “BASE”?

A medida que vai ter o maior impacto sobre a piora da doença no longo prazo é o controle da doença de “base”, que nada mais é do que a doença que causou o processo de fibrose dos rins, levando à Doença Renal Crônica.

Para isso, durante a consulta com o Nefrologista, primeiramente, é de fundamental importância descobrir qual(is) doença(s) são as prováveis causadoras, bem como o seu grau de acometimento. Isso é feito através da avaliação clínica durante a consulta, bem como com a solicitação de exames específicos.

As doenças que mais comumente levam à doença renal crônica são:

=> Diabetes (tipo 1 ou tipo 2)  

=> Hipertensão Arterial Sistêmica 

=> Doenças obstrutivas do trato urinário (hiperplasia benigna de próstata, cálculo renal, câncer de próstata, etc…)

=> Glomerulonefrites (causadas por doenças autoimunes, infecções, câncer, etc…)

=> Doenças hereditárias

=> Infecções urinárias de repetição

=> Usuários crônicos de anti-inflamatórios e analgésicos

=> Portadores de doenças autoimunes

O grande desafio dessas doenças, principalmente as mais comuns como Diabetes e Hipertensão, é que são silenciosas, e exigem um controle rigoroso em domicílio (com medidas de glicemia capilar e pressão arterial, respectivamente). É necessário o entendimento do paciente que as doenças não precisam apresentar sintomas para estarem presentes e causar lesões nos rins.

Uma vez controladas, essas doenças reduzem as agressões aos rins, aumentando a sobrevida do funcionamento deles.

EXISTEM REMÉDIOS QUE PODEM REDUZIR A PROGRESSÃO DA DRC? 

Sim, as principais medicações que reduzem a progressão da Doença Renal Crônica são:

=> Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (“IECA”), que são medicamentos utilizados para tratamento de Hipertensão Arterial, mas também tem efeito de proteção renal. Como exemplos desta classe de medicamento, temos:

  • Enalapril – disponível pelo SUS
  • Captopril – disponível pelo SUS
  • Lisinopril
  • Ramipril

=> Bloqueadores dos receptores de Angiotensina (“BRA”), que agem de maneira semelhante aos IECA’s. Como exemplos desta classe de medicamento, temos:

  • Losartana – disponível pelo SUS
  • Olmesartana
  • Valsartana
  • Telmisartana
  • Irbesartana

=> Inibidores da SGLT2 (iSGLT2), que são medicamentos utilizados para tratamento de Diabetes Mellitus, mas que tem efeito protetor renal também, e seu uso é validado nos pacientes com doença renal crônica pelas diretrizes mundiais, mesmo naqueles que não apresentam Diabetes. Como exemplos desta classe de medicamento, temos:

  • Dapagliflozina – disponível pelo SUS
  • Empagliflozina
  • Canagliflozina

Todos os medicamentos citados acima, bem como outros que também tem potencial para reduzir a progressão da doença renal crônica apresentam indicações específicas, e sua prescrição, bem como explicação e monitorização dos efeitos adversos devem ser realizadas exclusivamente por médicos.

Se você tem fatores de risco ou dúvidas sobre sua saúde renal, procure avaliação médica. O diagnóstico precoce é a principal ferramenta para preservar a função dos rins e garantir qualidade de vida.

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